Artimanhas do Diabo

PARA TI

Depois de ir

E não voltar

Depois de voltar

E não ver

Em que medida

Poderia ser bom

O meu regresso

Eis-me aqui chegado

Com a certeza

Que levo na minha mão

A tua cútis

Branca como um glacial

As tuas mãos

Pequenas e odoríficas

Como um exuberante jasmim florido

O teu coração

Jovem e solto

Que saltita como uma ervilha

Que rola pelo chão sem fim

E que nunca se apaga!

Mas poderia ser feliz

Sem te evocar e escrever?

Nunca!

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