No ar
A leveza da manhã
As nuvens sublimes
Dos primeiros dias de outono
O cheiro a terra
Que nos envolve
Em mais um novo ciclo de vida;
Mas
Talvez com as primeiras chuvas
Se limpe o pó
Que nos persegue desde o início do verão,
De repente
Uma onde de paixão percorre o meu olhar
Vertiginoso como uma falésia…
Mas
Silêncio
Vai-se celebrar o teu nascimento
Para que ele não tenha sido em vão
Numa linda história de vida
Na beleza e na arte de sempre dizer:
- Em frente!
Mas por mais que te evoque
Será sempre curto o esquecimento,
Uma flor chegará até ti
Para abrir a fechadura
Que encerra o teu puro coração,
Quem toca nas tuas frágeis pétalas
Fica toldado pela tua generosidade
Por isso
Amar-te-ei
Até que a luz se apague e sobrevenham as trevas
E depois
Tenho a esperança de que nos reencontraremos
Para celebrar a eterna paixão!